DE CU É ROLA

de cu é rola

Que grosseria de título não é mesmo? Onde já se viu uma blogueirazinha começar um texto com palavras de baixo calão. Mas quer saber? Esse título é fino, delicado, gentil, esse título é simplesmente… doce. Estou cansada.

Sigo questionando, pensando, com a cabeça doendo e tem momentos em que penso: “Será que essa dor é o presságio de algo físico?” Mas sinto que não, sinto que essa dor vem de um estado de pesar… Tem sido cansativo. Seres humanos são como máquinas que refletem pensamentos de pessoas que simplesmente pensavam e por isso são motivo para reverência. Como sempre converso com uma grande amiga, humanidade se tornou algo digno de ser visto, reconhecido, aplaudido.

Tudo se tornou tão clichê, tão monocromático, tão insosso, que não sei mais o que esperar. Todos são poetas não é mesmo, Juliana? (risos) Todos são seres preocupados demais com o próximo, são todos muito dignos, humanos, muito cultos e muito educados. Um palavrão… Oh meu Deus, que horror, que blasfêmia, que falta de educação. Sim, porque ser educado é ser hipócrita, falso, é mentir sorrindo, é odiar ‘amando’, é ser medíocre.

Na verdade me deu vontade de escrever sobre o CU, isso mesmo, sobre essa sílaba digna de expressões como: “Ai! Que horror! Meu Deus, ela não disse isso”. Digo: CU! Me deu vontade de falar sobre esse orifício circular conhecido como ânus ou reto, que todo ser humano tem e que não só serve para defecar aquilo que o intestino grosso rejeita, como é usado por alguns para a obtenção de algum prazer. E é tão feio né? É tão sujo! Mas ao mesmo tempo é tão humano, nos reduz à humanidade e essa humanidade ninguém quer mostrar. Mostrar o cu? Não, não falo sobre expor uma parte íntima, falo sobre aquilo que é humano e que todos têm vergonha. Sabe de uma coisa que acabo de descobrir pensando? Que aquilo que é humano é digno de vergonha. O que é humano de verdade ninguém quer mostrar porque causa asco.

Corro um grande risco nesse planeta, corro o risco de ser extirpada como pus dessa grande ferida. Sou verme, sou facho de luz intermitente, sou nada, sou pó.

Essa ‘humanidade’ pregada em público, essa falsa bondade digna do meu vômito, ah toda essa benevolência! ‘Benevolência’ de cu é rola. ‘Humanidade’ de cu é rola. ‘Educação’ de cu é rola. Todo esse ‘amor’… de cu é rola.

Se é tão grotesco ler um texto assim, quero que saiba que antes de você também o acho grotesco, mas diante de um mundo tão nojento, tão repleto de úlceras, tão estúpido, diante de toda a vergonha exposta, esse texto se torna um soneto. É feio que uma mulher fale palavrões? Não falo como mulher, não falo como criança, não falo como homem, não falo como Deus, não falo como diabo, falo apenas como pessoa, falo como gente.

Para toda a hipocrisia que há, mostro meu CU.

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2 comentários em “DE CU É ROLA

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