Sejamos crianças, sejamos felizes

criança linda

Vendo essa campanha sendo veiculada nas redes sociais, fiquei curiosa. A pergunta sobre o que as pessoas gostariam que fosse mudado em seus corpos, quando feita a crianças, gerou respostas surpreendentes do tipo: quero uma boca de tubarão para comer mais; quero uma cauda de sereia; quero o poder do teletransporte; quero orelhas pontudas… Por que quando crescemos tantas coisas mudam? Lembro que durante a adolescência meu grande incômodo era o nariz, achava-o desproporcional para o meu rosto, hoje tenho por ele menos neuras, mas ainda penso em aprender técnicas de maquiagem corretiva (risos).

Tinha neuras com cabelo solto, gostava apenas de usá-lo preso, fora o desejo de que fosse ondulado e lindo como da modelo mais que linda Gisele Bündchen.

Já quis ser mais alta, já quis ganhar peso, enfim, já almejei algumas mudanças no corpo físico. Mas quando criança, me recordo de gostar de mim como era, usava lençóis na cabeça simulando cabelos compridos e gargalhava; colocava o vinil da Xuxa e da Mara Maravilha e lembro de pular e pular até cansar; brincava de ser atriz; de ser secretária; de ser astronauta, de tantas coisas… Tinha meus amigos imaginários e às vezes dizia: “Não sei de vocês quem é quem” (muitos risos). Fui uma criança muito feliz e muito acompanhada, apesar de filha única. Aí cresci e tantas coisas mudaram, tantas situações de certa forma desencantaram a infância em mim. Sou tão saudosista, recordo da infância com uma penosa saudade… Ah! quanta saudade! Do ballet que eu fazia sem vontade, mas era divertido o não gostar, sinto saudade das apresentações que frustravam e ao mesmo tempo divertiam minha mãe; tenho saudade daquela natação em que não consegui aprender a nadar; saudade de um garoto da pré-escola que chamavam de Orlandinho (risos) e que dizia que ia casar comigo e eu respondia: “Ieca! “Saudade, saudade, saudade, saudade, meu Deus, quanta saudade eu sinto!

E vendo essas crianças nesse vídeo passo a refletir sobre a criança em mim, tão ‘antiquada’ para a minha idade, mas tão necessária. Porque são esses sonhos malucos e infantis que me mantêm viva, é esse desejo de ser apenas humana que me dá forças para viver… E são essas crianças, as pequenas e ‘grandes’, que me fazem  crer em algo bom que possa valer a palavra humanidade.

Quando éramos crianças, éramos felizes por tão pouco! Minha alegria era quando meus pais iam juntos me buscar na pré-escola e na volta meu pai comprava um chocolate ou então aquele sucrilhos de chocolate do elefante feliz. E eu gostava das bolachinhas de chocolate da Turma da Mônica com chá e amava pegar chiquinhas coloridas e fazer penteados tortos no cabelo.

Jesus Cristo dizia que para que as pessoas herdassem o Reino dos Céus teriam que se tornar crianças, com toda a pureza e amor. Você pode ser ateu, católico, espírita, budista, do candomblé, de qualquer religião, mas sabia que a sua fé, até se for em que nada exista, precisa ser tão genuína quanto quando acreditava em super-heróis e heroínas na infância?

O corpo é algo tão banal, já pensaram nisso? Morremos e nos transformamos em pó, corpos mortos fedem e nem todo o dinheiro e conhecimento que se tenha cabe na sepultura, então, sejamos humanos, sejamos gente! Quer conhecer algo novo e edificante para a sua sabedoria? Conheça a si mesmo. Quer fazer o bem a um estranho? Faça a você. Você é estranho para você… Sabia?

Eu sou uma extraterrestre de Plutão, eu sou uma perseguidora do coelho branco, sou gigante, mas também posso ficar minúscula, sou uma criança em corpo de adulto, eu posso voar e posso ficar invisível. Eu ainda posso ser criança.

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