Muitas coisas não deram certo, mas estou seguindo

 

woman hope

Muitas pessoas pensam que para escrever um texto é necessário ter muita inspiração… Te digo: não é… O importante mesmo é querer conversar, estar disposto a desenrolar o montão de coisas que existem dentro da gente e que podem dizer algo positivo tanto para nós como para os outros.

Sempre fui passional e sensível, sim, por mais que eu tenha aprendido com o tempo a racionalizar um pouco mais, às vezes ainda caio na armadilha do: sim, eu sou frágil.

Você já se pegou em algum momento tentando encontrar respostas na vida das outras pessoas? Você já tentou olhar para as coisas que não deram certo na sua vida com aquele pesar de: “O que eu tenho de errado?” Sim, eu já fiz isso diversas vezes e até que enfim me sinto liberta dessas algemas inúteis.

Não há nada de errado com você, não há nada de errado na felicidade dos outros, não há nada de errado em nada que deu errado para você. As coisas estão seguindo o seu curso, o mundo está caminhando, as músicas estão aí para anestesiar a alma, as lágrimas ainda têm a função de desintoxicar das tristezas…

Os romances que não deram certo, entenda: não eram romances, não havia estrutura, não havia terra o bastante, não havia nada de concreto, você não se sentia fora do chão, você não rodopiava…

Tudo que lhe foi negado ou que negou era simplesmente o que a vida tinha reservado para você, ou por meio da sua vontade ou por meio do tal do destino… sei lá como você chama isso ou se acredita em destino.

A grande bobagem talvez seja tentar procurar respostas e se sentir como o ser mais importante do universo… sim, você precisa saber quem é, gostar de si mesmo, ter um pouco de egoísmo em alguns momentos, mas não ouse pensar que as pessoas, mesmo aquelas que te feriram são a escória do planeta. Você também já partiu corações, ainda que não saiba, você também já teve a oportunidade de dizer um não que custou um corte nos sonhos de alguém… você também é humano.

Te confesso que escrever tudo isso hoje é uma surpresa até para mim. Eu que sofri tanto tempo com a síndrome: eu mereço o melhor. Aprendi vivendo, caindo, me rasgando, soluçando, me esborrachando, que as pessoas têm o que merecem. Nem sempre o que consideramos bom é realmente bom, em muitos casos o que é “bom” cega os olhos e impede o crescimento pessoal.

Muitas coisas na minha vida já não deram certo, mas não enxergo isso como o fim do mundo. Eu sigo, caminho, não pretendo me esconder em uma caverna até que tudo passe, eu quero passar com o tempo, no tempo e ganhar tempo. A vida é breve,  por isso, nada de rancor, de amargura, nada de cultivar tempestades, cultive a paz, se enxergue tão necessitado de ajuda quanto todo o planeta, você vai ver como a paz irradiará em você e de você e o fará se enxergar de fato como é.

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