Faço parte da humanidade que me pesa

 

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O mais irônico em desejar tanto uma humanidade melhor é que poucas pessoas se preocupam em serem pessoas melhores. Eu, por exemplo, como todo ser humano tenho inúmeros defeitos e já perdi as contas de quantas vezes já mudei de opinião em diversos momentos. Aliás, um dia desses eu comentei com uma amiga que talvez eu não tivesse nenhuma personalidade por mudar tanto de ideia, ela me disse: “Pelo contrário, é corajoso rever as opiniões”.

Enfim, sou tão repleta de imperfeições, mas o fato de sentir meus erros é um esforço para ser melhor e escrever isso não é pretensioso da minha parte.

Mas como ia dizendo, as pessoas querem o melhor e não dão o seu melhor, não se jogam no escuro, não se doam, não se rasgam, não se cortam, não se dão como cheque e querem das pessoas aquilo que não fazem, aquilo que não são.

A humanidade está perdida? Não está… Vou lhe dizer o que é perdido. O que está perdido é esse esforço das pessoas em manifestarem seu ódio por questões políticas, é a hipocrisia do discurso (preconceituoso) em favor da erradicação de preconceitos, é esse julgamento do próximo sem nem sequer a tentativa de olhar para si…

O que está perdido é essa guerra fria contra a humanidade… Isso mesmo, as pessoas estão implicitamente em guerra umas contra as outras, não há um ideal quando protestam, elas apenas querem vociferar e isso é tolo, é cego e acredite, autodestrutivo.

As pessoas se ensoberbecem por coisas tão tolas como por um pedaço de terra que nunca pisaram antes ou por um pedaço de papel que comprove que são formadas em algo… Deveriam se preocupar em ser humanas, não deveriam achar algo extraordinário pisar em terra desconhecida, ora… esse planeta é a sua casa, não há divisões, a língua é a mesma!

Sim, pode parecer loucura tudo que estou escrevendo, mas não sei, me deu vontade de escrever sobre isso.

Sou imperfeita, feroz em muitos momentos, tenho uma mente capaz de torturar pessoas como na era medieval, tenho uma facilidade quase assustadora para memorizar, mas os pesares por essa habilidade são maiores.

Sou insana, tenho as minhas perversidades como todo ser humano tem, mas não deixei de crer na capacidade de superação… Eu de verdade acredito em Imagine de John Lennon.

O amor é tocar, tocar é amor… Não podemos perder essa capacidade, não podemos deixar de arriscar, precisamos desse risco.

A maior luta talvez seja aquela contra nós mesmos. Deixar um caminho para seguir outro não é covardia, é necessário para a própria sobrevivência e para preservar a respiração do próximo.

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