Isso é o que eu faço, Sartre!

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Há uma frase que gosto muito, do autor Jean-Paul Sartre: “Não importa o que fizeram com você, mas aquilo que você faz daquilo que fizeram com você”.

Lembrei ainda mais dessa frase hoje por um post que li de uma amiga psicóloga e por uma amiga que me mandou uma mensagem de voz que enfatizava: “Mudar o que não está legal, tudo bem… Mas não há como não ser o que somos”.

Às vezes percebo que faço mil vezes pior comigo do que qualquer pessoa poderia fazer… Às vezes.

E não se trata apenas do que é mau… às vezes nos fazem o bem e sempre, sempre devemos fazer algo a partir disso.

Sempre fui saudosista, sempre fui dramática e sei que se tivesse me esforçado anos atrás, hoje poderia ser atriz de teatro (risos). Tenho uma tendência ao sofrimento, uma facilidade para quebrar espelhos, mas percebo também que há um amor próprio que grita, que clama e que com esforço acabo ouvindo.

E sim, não importa o que fizeram, disseram, não importa se não se importaram. Sou ser eternamente só, serei só por toda a vida, independentemente da presença de qualquer corpo físico.

Quem tem de fazer algo agora sou eu. Quem precisa se abaixar e recolher cacos sou eu. Quem precisa trocar a água dos vasos sou eu. Quem precisa ser grata sou eu. Quem precisa ser… Sou eu.

Às vezes escrevo e confesso, é como se eu avistasse uma linda paisagem, mas timidamente atrás das cortinas para não ser vista. Às vezes me seguro porque não são palavras soltas e jogadas como qualquer objeto, são sentimentos, construções e de alguma forma é importante que possa ser como sopro de vida para alguém, para uma pessoa que seja.

Então, não posso apenas dizer sobre meus infernos, monstros, sobre dores, assim… só porque quero. É isso que escolho fazer do que me fizeram, escolho seguir de um jeito tímido talvez, mas atrás de algo que dê um ar de refrigério que provoque alguma dignidade.

Nelson Rodrigues quando adolescente se levantava da mesa no meio do jantar após dizer enfaticamente: “Sou um triste!” – e quando li a biografia dele por Ruy Castro, nesse momento eu ri… Porque esse drama, esse teatro, esse ímpeto muitas vezes é necessário. Nelson escolheu fazer teatro daquilo que a vida lhe fez.

Eu escolho brilhar… Apesar de qualquer dos pesares, eu escolho resplandecer. Pretensiosa? Dramática? Louca? Não… Apenas uma escolha.

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