Por que Plutão?

fofo
Grupo Astronômico Carl Sagan

Não sei… Não sei ao certo quando essa linda metáfora se instaurou em minha vida. A única coisa que sei é que por me sentir sempre tão diferente, tão distante, tão isolada e às vezes por ser obrigada a ser “fria”… me associei ao planeta-anão.

Sim, foi rebaixado do sistema solar e o meu lugar particular talvez não seja mais ‘um lugar’. Deveria ser plutoniana, mas plutônica é muito mais sonoro e rápido. Deveria escolher outra metáfora, mas boas metáforas são assim, não há o que escolher, se instauram e pronto.

Imagino Plutão azul e frio, mas uma vez nele, o clima pode ser bem agradável. Tão grande por dentro que pode abrigar muitos outros solitários, mas nesse planeta só meu ninguém gostaria de habitar. Ele é pequeno, desclassificado como abrigo, desclassificado como existente, não brilha, não há nada que o torne desejável… Nada?

Mas por que alguém escolheria essa metáfora? Por que essa metáfora escolheria alguém?

Plutão e eu somos muito parecidos. Somos em nós mesmos pequenos, temos essa consciência. Sim, meu planeta é vivo e consciente. Nós não quisemos nos realinhar para um melhor reconhecimento. Nós somos assim, um tanto apagados. Ora nos enxergam, ora questionam se realmente existimos e isso para nós é indiferente.

Com tantos planetas, escolhi esse por ser o mais pequeno e o mais misterioso. Escolhi esse pedacinho no Universo, porque é o mais questionado.

Rebaixado, mas quem poderia esquecê-lo? Quem poderia extingui-lo de vez? Sempre há o que observar…

Ele não é mais popular do que Marte ou mais pomposo do que Saturno, mas é aquele ‘pretensioso’ no Universo. É aquele ‘inexistente’ habitando ao longe. É aquele pequenininho infinito por dentro. É aquele gelo de lugar que queima e conforta.

Esse planeta também sou eu. Rebaixada sim, não uma vez, mas várias. Solitária, quem compreende? Quem uma vez olhando para o todo opta pelo ínfimo? Quem? Mas longe de tristeza e autodepreciação… É divertido no final… Por que os míseros ficam em Plutão, os míseros de ‘grandezas’.

Não se entra em Plutão com mais do que a própria sombra, com mais do que o mais que se tem. Quem quer habitar nesse planeta precisa de fôlego, de um pouco de loucura e de um pouco de fé. Sim é preciso ter fé em Plutão e por que não ter fé em Daiana Barasa? Somos provações (risos), mas acredite, também somos soberbos em admitir: “Somos arrebatadores!”

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