SE O IMPORTANTE É SER, QUE ENTÃO SEJAMOS

Foto: Shutterstock
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Sempre temos escolhas, até mesmo quando ‘achamos’ que não temos o que escolher. Até quando surge aquela frase, ao menos natural para mim que é: “Eu deveria ter feito isso!” Mas… ainda que se pense num ímpeto de irracionalidade, ainda assim, foi uma escolha.

Sonhei há alguns dias com o Jung, nunca li nada dele e confesso, nem ao menos sabia pronunciar o nome. Mas sonhei com um papel branco e letras negras: Carl Jung!

Ele foi um pensador, psiquiatra e um ‘louco’. Daqueles homens brilhantes que deixaram algo na terra, e algo tão intenso, capaz até mesmo de invadir os sonhos de alguém. De alguma forma Jung me alcançou. E depois descobri que ele acreditava nos sonhos como parte do que somos na realidade.

Já parou para pensar que enquanto pregam nos quatro cantos do mundo sobre a importância de ‘ser’, e que até mesmo quando eu e você reconhecemos que é importante ‘ser’, ainda assim, nos preocupamos com coisas secundárias, com objetos, com aquilo que não é a prioridade?

Do que de fato eu preciso?

Uma das coisas mais incríveis é aquilo que consigo viver por meio dos sonhos. Tenho sonhos bem malucos e ao mesmo tempo bem interessantes. O mais marcante recentemente foi sonhar com dois filhotes de elefante, lindos, eram meus e muito dóceis. Acordei feliz, mesmo sem saber sobre o significado, se havia um significado e se esses significados sobre sonhos realmente são verdadeiros. E não sei, mas acredito que elefantes são dóceis naturalmente (risos).

Às vezes, aliás, sempre, na maior parte do tempo, eu prefiro os meus sonhos. Prefiro o que posso viver neles e pode ser que isso seja uma fraqueza minha, pode ser que isso seja uma representação de covardia da minha parte. Talvez a vida esteja tão complexa ao meu entendimento que me faz preferir viver apenas na loucura dos meus sonhos.

E tento, com limitações é claro, trazer muito do que vivo nos sonhos para a minha realidade, para o meu cotidiano. É como viver num submundo. É como me camuflar com a ‘irrealidade’.

Sonho: estou caindo, tenho a sensação de que meu fim será doloroso, mas misteriosamente sou amortecida e a sensação de alívio é inexplicável. Esse sonho é uma realidade na minha vida.

Tenho a sensação de que ainda preciso nascer… Ainda preciso. Mas e esse precisar? E essa necessidade? Meu Deus, isso não seria uma prisão? Por que precisar de algo? Eu preciso! Eu preciso! Do que de fato eu preciso?

São muitas as teorias e palavras poderosas, mas atitudes limitadas (se existirem). Se o que importa é o que somos, se importa ser o que sou, então apenas quero ser. No silêncio, nos bastidores, na neblina, na sombra… Não, eu não PRECISO do brilho artificial, eu preciso do brilho divino, daquele brilho tão real que cega e tão vivo que mata. Que mata o limitado. Quero ser infinita. É desejar muito?

E por que raios citei Jung? Pelos sonhos, mas não sei ao certo, senti que ele, o nome dele precisava estar aqui.

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