Cuidado com o Cemitério dos Animais!

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Tenho um filme épico salvo no meu computador ao qual sempre recorro quando preciso “repensar” minha vida, minhas ações, minhas loucuras,  — Cemitério Maldito. Acho que não há risco de spoiller séculos depois né? (risos). Mas é a história de um médico que se muda com seus dois filhos pequenos e sua esposa para um local “lindo”. Se tratava de uma típica família de propaganda de margarina. O local é isolado, repleto de árvores, é possível respirar um pouco melhor e também há uma estrada de frente para a casa em que hora ou outra caminhões passam velozes. Baseado na obra de Stephen King (ainda mais legal que o filme).

A preocupação dos pais das crianças é com o gato de estimação da garotinha já que a casa fica perto de uma estrada e o perigo do bichinho morrer é maior. Mas um dia, o gato é atropelado e um senhor meio misterioso leva Dr. Creed ao cemitério dos animais (Pet Sematary). Chegando lá, o gatinho é enterrado no local além do Cemitério dos Animais e descobre-se que a lenda da maldição de que os mortos voltam à vida contada pelo velho não é lenda coisa nenhuma. O gatinho volta, mas não é mais o mesmo, agora é feroz, exala cheiro de carniça e tudo isso aconteceu por um motivo aparentemente insano (rindo muito do aparentemente): os pais não falavam com a filha sobre morte, não a alertavam sobre a naturalidade do fim que chega para todos os seres viventes. Por isso, o pai enterrou o gatinho no lugar amaldiçoado enquanto a mulher e os filhos estavam em outra cidade.

Mas a insanidade do Dr. Creed em não aceitar que a filha aceite o fim não termina. Isso porque ele próprio não aceita a morte. O homem repete a loucura de voltar ao Cemitério Maldito quando o filho de dois anos morre atropelado e apesar do garotinho “voltar” amaldiçoado e matar a mãe, não satisfeito Dr. Creed também enterra a mulher no local, acreditando que por conta da morte ser recente o final poderia ser outro. Mas no fim das contas, a mulher volta e mata o marido. A única que se salva é a garotinha porque está na casa dos avós maternos em outra cidade.

É uma história maluca? Sim. E é um filme feio esteticamente, foi lançado em 1989, 3 anos, aliás 2 (números o que são?) após o meu nascimento e desde quando adquiri consciência sobre sua existência, assisto com frequência. E sempre que meus parafusos começam a cair descompassados (risos) volto ao filme. Vejo para retomar a reflexão de que o fim é fim e ponto. Tem coisas que precisamos aceitar que não existem mais e não adianta tentar fazer como o Dr. Creed e adentrar ao Cemitério Maldito. Quando se força uma situação, quando se força a vida na morte o resultado só pode ser catastrófico.

E tem Ramones na trilha principal, olhem vocês que coisa mais bacana!

Mas é isso, eu apenas quis relatar sobre uma mania minha que é assistir Cemitério Maldito quando percebo que estou meio “afim” de ir além do cemitério dos animais (risos).

Mas o louco é isso! É que há a opção do Cemitério Maldito, entendem? Você tem o Cemitério dos Animais e o Cemitério Maldito, mas cabe a você tomar a decisão certa, a decisão que não só vai te manter vivo, como vai te preservar de morrer na dor. É bem foda esse filme. Vejam ele um dia e analisem sob essa perspectiva.

E que Deus me guarde de enterrar alguns “animaizinhos” infelizes lá!

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