É melhor ir à casa em que há luto

balanço

No livro bíblico Eclesiastes, capítulo 7 versículo 2 diz: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir naquela onde há banquete, porque naquela se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração”.

E os vivos aplicam o fim ao seu coração. Aplicam a morte em si. Em dias de luto, a morte habita por algum tempo dentro do coração.

Já me chamaram de deprimida, de exagerada, de sentimental demais… Enfim, para esse meu jeito melancólico adjetivos não faltam.

Engraçado é que lembro claramente dos momentos felizes que já vivi, mas guardo em um espaço sagrado na alma os momentos mais devastadores e tristes. Guardo com solene reverência os momentos de luto que já vivenciei e guardo os momentos em que a morte habitou em mim por alguns períodos. É possível morrer enquanto se vive. E morrer é renascer.

Não, eu não sou religiosa, mas tenho o meu relacionamento “inabalável” com Deus. Tenho a minha relação de fé com um ser acima de mim. Cristã, mas não praticante, não frequento igrejas (se isso realmente muda alguma coisa).

Acredito em caráter e em integridade, em que exercitando os bons valores repassados ficamos mais próximos a Deus. Acredito em um Deus que é compassivo e que merece ser amado apenas pelo que é e não por aquilo que pode fazer. Acredito em um Deus que é capaz de amar além do entendimento humano e que supre as nossas dores ou nos ajuda a compreendê-las.

Quando Cristo habitou na Terra, ele era o verbo de Deus e como Deus se fez frágil como os homens. Após muito sofrer, foi morto e depois renasceu proferindo presságios de esperança.

Eu nunca escrevi nada sobre Deus aqui. Algo direto sobre Ele. Eu sempre digo a Ele que mesmo depois de aprender sobre a importância do oxigênio para manter o corpo vivo, o que na verdade me mantém é o amor que sinto por Ele que não posso explicar de tão grande que é.

Eu sempre digo a Ele sobre as minhas falhas (que são muitas), mas sempre enfatizo que o amo além de mim, além da vida. Na morte e fora dela.

É esse amor que não me deixa reter mágoas e é esse amor que me faz crer em dias melhores. É esse amor que me faz forte.

O mais compassivo em Deus é a capacidade que Ele tem de amar e de respeitar até aqueles que não o creem.

No vale da sombra da morte, como dizia Davi. E na cova dos leões como foi com Daniel. Com a carne molestada como foi com Jó. Sim, os louvores nascem em meio à escuridão, assim como nasceu a frase mais linda que já li: “Eu sei que meu Redentor vive e que por fim se levantará sobre a Terra e depois de consumida a minha pele, em minha carne verei a Deus”.

Eu precisava deixar isso registrado aqui dentre tantos textos e dentre tantos pensamentos. Eu louvo um Deus que me ama pelo que sou, que me compreende e que me mantém viva pelo amor que rendo a Ele.

Prefiro ir à casa onde há luto porque é em meio ao fim que encontro a vida de que necessito.

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