Os sonhos não se despedem, são as pessoas que se despedem dos seus sonhos

 

sonhos alice

“Finalmente, ela imaginou como sua irmãzinha seria no futuro, transformar-se-ia em uma mulher adulta: e como ela iria manter, através da sua maturidade o mesmo coração simples e afetuoso da sua infância” Lewis Carroll – Alice no País das Maravilhas

A minha história preferida é essa em que a garotinha dorme e vai para um mundo encantado, repleto de “irrealidades”, mas o mais maluco é que essa história não me encantou na infância, essa história me encantou na idade adulta. Me encantou quando já estava “desencantada”.

Quis começar este texto pelo final do clássico livro escrito por Lewis Carroll, esse é o momento em que a irmãzinha da Alice acorda de um sonho em que pôde ver o País das Maravilhas que havia sido narrado por sua irmã. Alice narrou com tanto carinho sobre os detalhes do lugar mais incrível ao qual já tinha ido, que fez com que sua irmã conseguisse ser transportada para o mesmo local. Ao acordar, a garotinha além de se lembrar com o mesmo deslumbramento que sua irmã de um lugar tão mágico, imaginou para além da “irrealidade”, imaginou Alice como uma mulher que manteria por meio da sua maturidade, o coração simples e afetuoso da sua infância.

Alice cine

O mais encantador no País das Maravilhas é o poder que há nele de transformação. É que ele existe. Tenho essa sensação por Carroll, tenho essa sensação por Alice ou por sua irmã e  tenho essa sensação pelas minhas irrealidades enquanto criança em corpo adulto.

Ao imaginar Alice como mulher, sua irmã foi mais longe: “[…] como ela adoraria compartilhar com suas tristezas simples e alegrar-se com suas brincadeiras ingênuas, lembrando-se da sua própria infância e daqueles felizes dias de verão”. Assim, ela pensava que sua irmã poderia repassar às crianças ao seu redor a mesma capacidade de sonhar, as mesmas histórias “malucas” sobre um lugar mágico e assim, repassando essas memórias da infância ela poderia se lembrar da própria infância e dos felizes dias de verão.

E essa irmã de Alice poderia representar a idade adulta futura de Alice. Porque o futuro é das crianças, mas das crianças além da infância, das crianças que persistem e subsistem em corpos adultos.

Li um texto recente que me soou como violência, um trecho dizia: “A idade vai chegando e os sonhos se despedem como quem vai comprar cigarro e não volta mais”. Mas aqui com minha insanidade como alguns preferem chamar, te digo que não apenas o País das Maravilhas existe, como é o meu lugar particular, com os meus personagens diferentes e únicos. Ele existe!

Os sonhos não se despedem, são as pessoas que se despedem dos seus sonhos e que decidem apagar da memória o que jamais deve ser esquecido: o País das Maravilhas!

Não há barreiras, não há “nãos”, não há limites, não há! Tudo o que propor em sua mente, tudo o que for verdadeiro em seu coração, tudo que for impossível até mesmo diante de um decreto maior, tudo pode ser revogado pelo poder dos sonhos, pela capacidade de preservar os lugares encantados que conhecemos para tornar a vida digna de ser vivida.

Nada, qualquer frustração “temporária”, qualquer impossibilidade, qualquer vento mais forte poderá apagar em mim a capacidade de sonhar e mais, a capacidade de lutar para que estes sonhos sejam realizados. Eu lutarei todos os dias para que o País das Maravilhas esteja cada dia mais vivo em minha alma.

Alice top news

Se eu tiver filhos eles terão neles a semente dos sonhos eternos.

Se ler este texto, ainda que tenha 100 anos de idade, lhe digo: “Lute para conquistar seus sonhos, lute para conquistar aquilo que sonhou na infância”.

Se estiver em um leito e não puder falar ou se movimentar: “Lute para que os seus sonhos não parem de se movimentar em você e não desista”.

Se não puder ver, lute para que as cores mais vivas se façam presentes no seu mundo particular e para que irradiem sobre a sua vida.

O País das Maravilhas existe. Vivo nele, respiro nele e minha missão no mundo é fazer com que as pessoas resgatem seus próprios lugares particulares. Estou sendo pretensiosa? Não! Estou sendo criança, estou sendo infantil, sou parte da resposta ao desejo da irmãzinha de Alice.

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