Mas, afinal de contas, o que um jornalista faz?

jornalismo

Em primeiro lugar um jornalista assiste. Ele olha, ele é apegado a detalhes e quer saber mais? Jornalistas são seres que também conseguem entender como o outro está por meio da escrita. Cada um pode se identificar mais com uma vertente. Eu, por exemplo, gosto da escrita e gosto de investigar. Não importa se o novo for apenas uma fagulha que estava em cima de um móvel… Já é algo novo!

Um jornalista é a voz de alguém, é o corpo de alguém, representa os olhos de alguém, pode trazer à vida e esse profissional é capaz dessa proeza sem sequer perceber e quer saber de mais uma peculiaridade em torno de um jornalista? Às vezes ele não pode ser a voz dele mesmo, não pode representar os próprios olhos e sequer retratar a própria dor. Porque é o outro, são as histórias que o rodeiam, são as vozes dos outros, são as necessidades dos outros… As suas… As suas ficam em segundo plano.

Hoje é comum que as pessoas optem pela comunicação pelo brilho, pelos holofotes e pelo clichê espaço ao lado do William Bonner. Sim, há esse brilho, há esse palco, mas não foi feito para jornalistas. Eu posso pisar nesse palco, posso passar o texto, escrever o roteiro, mas no final das contas o meu lugar é nos bastidores, o meu lugar é servindo.

Jornalistas servem, o jornalismo para quem realmente ama e vive da profissão não é um mundo de dinheiro fácil (faça-nos rir!) tampouco um mundo de facilidades.

É uma profissão que demanda discurso, que demanda força, que demanda liberdade e que demanda morte de si mesmo na maioria das vezes.

Essa profissão não tem sexo, não tem cor, não tem língua e não tem limites. Sim, você vai refletir e constatar que os limites existem, mas é para que esses limites pereçam que jornalistas apaixonados lutam! As barreiras precisam ser quebradas e o discurso precisa ser bradado, livre e forte.

É preciso caminhar entre o profano e o sagrado, é preciso se submeter à ética, mas sem medo da constante renovação que clama.

Ser um jornalista vai além do diploma, vai além de si mesmo. Às vezes é preciso se render apenas ao ‘Óbvio Ululante’, não é Nelson? Às vezes é preciso descer, se abaixar, olhar nos olhos de quem não pode ficar ereto diante da vida e é essa profissão que pode ajudar a endireitar as almas deformadas pela dor.

A Deus (sem religiões) o meu louvor, a Ele a minha promessa: quando for necessário me banharei no pó, quando for necessário chorarei com os fracos e se não houver voz, levantarei o meu clamor.

Ao jornalismo a minha promessa: contigo nasci, contigo me caso e morrerei nos bastidores no qual me fez nascer.

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