NÃO PODE HAVER NADA DE GRANDIOSO NA VIDA SEM PAIXÃO

De repente você sente desejo de saber dançar, desejo de saber um pouco de tango e de ter um belo dançarino à disposição te conduzindo sabe Deus para que lugar.

Sabe, eu posso parecer displicente demais às vezes, posso parecer indiferente em diversos momentos, mas… a paixão me move! Sou um ser apaixonado, vivaz! Preciso desejar, querer, morrer de amor, preciso exclamar!

Por una cabeza. A letra da música composta por Carlos Gardel fala sobre um apostador de cavalos e compara esse vício, essa loucura, com a conquista de uma mulher. Um momento, uma aposta que pode ser a última aposta. Uma aposta que pode te fazer perder até o que nem sequer tinha.

Por una cabeza e a loucura está instaurada. Comparar a paixão ou o amor ao jogo, a uma aposta, pode parecer desmerecer o nobre sentimento talvez. Mas… o amor é um jogo, uma batalha e quer saber mais? Sou uma apostadora que perde a cada jogada. Perco o que sequer tenho, me lanço em sentimentos, em alucinações, em risos e lágrimas. Tenho perdido a cada jogada, tenho sofrido a cada jogada. Daquelas jogadoras que ganharam todas as fichas em algum momento, mas foi à perdição e por meio de um tolo deslize. Não sei se posso falar em sorte em uma situação como essa, não sei se posso falar em destino, não sei se posso falar em sina. Dificilmente ganho, dificilmente resgato um prêmio digno da minha paixão.

paixão  grandiosidade

Vou te contar como funciona. Em um salão repleto de destilados, de charutos e de seres ambiciosos, surge uma guria esperançosa, com um vestido preto e uma coragem de um batom vermelho nos lábios, perfume cítrico, salto alto, não tão alto quanto a sua fé… no amor. E ela joga, ela joga, ela não tem e quando percebe que pode perder além do que não tem, ela simplesmente toma um gole do primeiro destilado que surge. Ela ganha na terceira jogada e poderia simplesmente parar diante dos olhos desacreditados dos veteranos jogadores à sua volta, mas não, ela prossegue, ela joga e joga e joga… E algo inesperado acontece, alguém por diversão ou por simples desejo em fugir do tédio aposta pouco e lhe toma as saias.

E você sabe o que a pobre jogadora viciada faz? Bem, primeiro ela se desespera compulsivamente e vira absolutamente o copo de destilado, depois, ela sai do recinto, cruza a primeira esquina e despretensiosamente olha para o céu, ao menos três estrelas resolvem lhe contar um segredo precioso: ainda há brilho!

E talvez ela nunca ganhe, talvez ela nunca consiga parar de jogar e talvez essa seja a sua perdição. Mas quer saber de mais uma coisa? Ela não se importa com isso. A paixão é um combustível, NÃO HÁ E NEM PODERIA HAVER NADA DE GRANDIOSO NESSA VIDA SEM PAIXÃO.

E no jogo do amor aposta-se com as fraquezas, com o nada, com a loucura, com o final, com o tudo, aposta-se a si mesmo.

A jogadora sou eu. As estrelas foram meus olhos que viram e a esperança renovada vem de Carlos Gardel, vem do tango, vem da vida! “Para que vivir?” Para ser apaixonado.

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