Ela quer ser ela, às vezes Ele, às vezes Ser

 

ela quer

Liberdade é poder dar risada dos rótulos, é ser quem é para você

Texto escrito por Juliana Rodrigues

Somos o ar. Aquela liberdade sem rótulos, sem palavras para denominar, mas que tem força e coragem de ser quem é. Afinal, quem forte o bastante se importa com denominações, com gênero, com amostras, exemplos e sociedade? Quem forte e decidida o bastante necessita de espelho, exceto o visor da alma?

Não, nós não nos comparamos com mulheres das revistas, com atrizes das novelas, nós apenas as enxergamos como humanas. Nem essas mesmas mulheres se reconhecem ao deparar-se com a própria imagem estampada. Nada que é exposto é para ser visto como exemplo, pois nós somos em nossa intimidade o exemplo para si mesmo.

she wanna be she

Ela quer ser o que quiser, sem rótulos. Há dias que acorda mulherzinha há outros que quer sim ser o macho alfa da casa. Já pensou não poder mais usar esses exemplos? Macho alfa não existir mais? Ou ela por ser ela não poder dizer isso, pois soa pejorativo? Deve existir sim e ainda poder ser citado com liberdade. Citar é divertido, viver com liberdade é prazeroso. Quer deitar enquanto o café da manhã é preparado. Quer ler o jornal, e aí ela reveza. Ela possui companheiro(a) à altura que orgulha-se em servi-la e que é servido com todo amor que habita. Ela é solteira radiante, acompanhada com uma luz quente que adorna o seu ser.

Ela exige de uma forma justa. Não admite aniquilar a sua personalidade, gosta da intimidade do próximo e daquele “eu” de verdade que existe dentro de cada um. Só vai exigir o que vê que o parceiro (a) pode dar, porque ela o conhece tão bem e por vezes mais do que ele mesmo.  Ela enxerga a alma com clarividência, lê olhares e sabe observar o silêncio. Uma coisa que ela sabe como ninguém é transformar, embora seja também um furacão devastador.

Ela encara nos olhos a amiga, a mulher, ela mede sorrisos, olhares e a aparência da alma ao bater os olhos. Ela é livre e por isso permite a quem estiver em volta também poder navegar como quiser. Ela deixa qualquer pessoa à vontade, ela é à vontade, faz aquilo que quer, onde estiver e imprime suas próprias leis.

Ela só enxerga aquilo que ela acha importante e pode falar algo que você nunca imaginou daquela pessoa próxima a você. Ela não suporta competição feminina barata, não quer ser superior às amigas, nem a ninguém e o que mais engradece a sua vida são os seus dias, é poder despir-se com sutileza o homem fêmea que é. Ora homem, ora fêmea, ora os dois e até nenhum, mas sempre, sempre um pássaro, um ser. Ela quer ser livre e vestir uma camisa chamada: ? . Ela sabe quem é, portanto não se intitula, é egoísta e quer esse gostinho só para si.

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