Saudoso lirismo

 

flowers

Pela fresta da porta avisto a vista,

Estática, enfática e talvez desimportante.

Pelo pouco que vivi, sei mais do que há além da cortina,

Do que há na estante.

 

Os gatos caminham na suavidade que os humanos jamais terão,

Relâmpagos estremecem no céu, o café e aquele amargo tão terno e os tons de amarelo,

O saudosismo, os papéis perdidos e a fé.

 

A esperança vaga no limite entre o vento e à íntima lágrima.

Clamor nos lábios, um grito cortante em silêncio e o cheiro dos milagres.

As estrelas me esperam, os vãos se desesperam sem luz.

 

O amor está vagando, sibilando quase uivando querendo que o escute,

Sem precisar,

Sem precisar, amor.

 

Sei da presença do lirismo, do cotidiano e do delicioso aconchego.

As ruas estão vazias, a chuva está se formando, os gatos prosseguem cambaleando.

Há luz! Algum convite.

 

Sinto o ar triste e reflito sobre o tempo, sobre o vento e sobre a morte.

Não deve haver sorte. Há sina.

Não deve haver ódio, se nunca o ouço.

 

Mas sei que há amor,

Perco o ar, o ouço estar.

É o tal do amor! É o tal do amor.

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