Será que temos total consciência sobre a nossa imperfeição?

imperfeita

Em algum momento da vida, nós já nos assumimos imperfeitos, mas será que estamos prontos para viver essa certeza em nosso convívio social?

Será que quando olhamos para as pessoas, quando convivemos com elas, realmente as aceitamos como são ou pintamos um personagem perfeito para que possamos admirar?

Gosto de pensar nas pessoas reconhecidas além até mesmo de suas obras, quais eram as manias do reverenciado Freud? Quais eram as loucuras de Carl Jung? Como era o comportamento de Virginia Woolf? Fernando Sabino eu sei que era muito esquecido e que adorava beber uísque enquanto escrevia…  Ok, isso não é um defeito, mas para mim… talvez para você. Mas pode ser que para alguém, beber uísque ou ser esquecido seja um grande defeito.

Quando escrevi o texto sobre a minha preferência pelas pessoas destrambelhadas, pessoas comentaram que gente assim era vista como mal educada em países de primeiro mundo (risos).

Sabe, será que realmente conseguimos viver a nossa imperfeição diante do mundo? Será que realmente olhamos para o nosso próprio rabo?

Como poderia exigir de alguém alguma atitude digna de beatificação, tendo em mim tantos desajustes? Como poderia pintar heróis e heroínas em pessoas carnais, sendo às vezes tão covarde até comigo mesma?

Cazuza quando cantava “Meus heróis morreram de overdose” deixava bem claro que apesar dos desajustes que tinham e que despejavam nos vícios, ainda eram os seus heróis.

Será que não estamos nos autoenganando exigindo de alguém, ainda que implicitamente, que seja perfeito, sendo nós assim, tão desajustados?

Como podemos desmoronar diante das falhas de alguém para conosco, quando somos tão falhos em tantos momentos?

Esse negócio de ser humano não é muito fácil e esse negócio de pensar muito nem sempre pode ser tão bacana.

Só acho meio desconexo demais querer tanto ver o melhor das pessoas, sem conseguir enxergar, pelo menos, o pior que ainda existe em si mesmo.

Não seria o momento de tirar as máscaras que colocamos em pessoas para enxergá-las como são? Ou não seria então o momento de tirar as nossas máscaras para mostrar a elas que estamos no mesmo barco da imperfeição?

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: