Perdoe a si mesmo, perdoe o próximo

perdoe

Aqui pensando que nada pode dar certo na nossa vida, sem ter dado muito errado antes, sem que houvesse tantas falhas, tantos nãos (até de nós mesmos).

Se não experimentarmos em nós o novo, não tem como aplicar no convívio com os outros humanos. É como inventar de cozinhar algo que nunca fez na vida para convidados que nem sabem que você não sabe aquela receita. Mas se eles te amarem e te conhecerem, vão rir e dizer “vamos perdoá-la, essa não sabe o que faz”.

Mas é claro que esse é um exemplo bem idiota diante do que na vida acontece, diante do tanto de coisas ruins que acontecem, que surgem para nos ferir. Estava pensando sobre perdão e sobre coisas que perfuram a alma de um jeito que não se sabe quando ou se haverá cicatrização. Mas também penso que quando nós estamos feridos, não paramos para pensar que também podemos estar sempre do outro lado.

Nem sempre há a oportunidade para pedir perdão, às vezes porque a gente não consegue voltar atrás no tempo ou porque mesmo que houvesse essa chance, é muito difícil para milhares de pessoas no planeta, perdoarem de verdade, de todo o coração.

É muito difícil escrever esse texto até o fim, eu deixei ele muito tempo aqui esperando, já com o título pronto, e me achando incapaz de continuar, de terminar.

Algo em minha alma queima ao escrever sobre isso. Não é só ao próximo que precisa pedir perdão, não é só a Deus, à sua crença, você precisa pedir perdão a si mesmo. É preciso se ouvir, ouvir as próprias explicações, tentar se entender, se dar uma chance de seguir em frente, sem esse negócio horrível que é capaz de se transformar em úlceras na alma, sem as tais e cruéis mágoas.

Nós nunca seremos perfeitos, nós nunca saberemos sobre tudo, sobre todos, e nós podemos ferir tanto quanto somos feridos. E nós ferimos. Se perdoe! Nem sempre alguém liberará sobre a nossa vida a absolvição do perdão, porque é um dos exercícios mais difíceis nessa Terra.  E então você precisa se perdoar, se dar uma chance, entender que na vida a gente também pode muitas vezes mudar os rumos.

E aí, quando a gente aprende a se dar uma chance, a ser menos duro consigo, com a própria vida, a gente também aprende a perdoar as pessoas de um jeito real e de fato, libertador.

Se a sua alma foi dilacerada, se você se pergunta como pode viver assim com essa sensação de que tudo por dentro está quebrado, então primeiramente se perdoe por não estar conseguindo viver com a ausência de perdão. Se absolva da culpa, assim a gente aprende a viver melhor, deixando algumas coisas afastadas da presença física pela falta de afinidade, mas sem as algemas da mágoa.

Escrevo de Plutão, de um planeta rebaixado, que se perdoa por não ser mais planeta, segundo  a Astronomia. E Plutão escreve de mim, terráquea exilada na solidão, em busca de alguma redenção e o recado dele é: vos perdoo demais planetas, por sequer virem me questionar o porquê fui rebaixado, porque antes me perdoei por ser distante e tão gelado.

Perdoe quem te feriu, permita que sua alma se regenere.

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