Não inspire-se em pessoas, inspire-se em estrelas!

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Estrelas não saem da minha cabeça… Mais precisamente quando ouço stars  na música e no timbre de voz de Bono Vox… Faz um certo tempo que não tenho escrito, terráqueos, algo de fato de dentro da minha alma… confesso: nem tudo que está aqui é pura alma, algumas coisas estão aqui, neste espaço virtual como uma trilha para que eu siga e possa encontrar o caminho. Mas é minha essência, isso não poderia jamais refutar.

Quando vejo o meu reflexo, não vejo ninguém além de mim, não imagino ninguém nesse mundo como eu, com os meus pensamentos, com a minha visão e com a minha própria insanidade. Isso não é pretensioso, é apenas o meu jeito de te dizer que não há ninguém além de mim querendo SER mais do que a minha alma, e sabe quem eu quero ser ou quem eu pretendo ser? Eu… Apenas eu, assim, essa pessoa, com essa alma, com tantas falhas, com tantas coisas a mudar, eu quero ser eu, assim a transformar, constantemente.

E de onde essas estrelas vêm? Sempre há uma estrela em forma de pessoa que é espelho de inspiração para alguém, seja um ator, autor de livro, cantor, cantora, cineasta, enfim… Sempre há uma estrela humana inspirando alguém. Mas estrelas humanas, apesar de brilharem, brilham em sequência imperfeita, porque ora, estrelas, estrelas reais, elas brilham em evolução contínua, em luz crescente e acalentam a alma. O brilho humano é um brilho que necessita de contínua rega de luz, de vida, que necessita de constante evolução e claro, como é humano, falha, e como brilho de estrela não real, é intermitente e pode por algum momento apagar… E então, o que será de alguém, se sua estrela humana por algum motivo não mais brilhar?

Estrelas reais não falam, tampouco se aproximarão de você a ponto de cegar-lhe, mas podem te fitar do alto, da imensidão do Universo, podem por algum momento te contar segredos apenas delas, presos em mistérios, em escuridão. Estrelas são inspiradoras, reluzem, te mostram o infinito, te falam sobre sonhos, sobre motivações, te dizem sobre como é ser uma estrela, sobre como é não ser humano e ser tão vivo e terno.

Para brilhar de dentro, para que saía luz de dentro da alma, é preciso se abaixar, saber se prostrar diante de grandiosidades como estrelas. É preciso se encontrar no reflexo querendo apenas a si mesmo. Pode demorar décadas, talvez a descoberta ocorra apenas no final da jornada, mas o mais importante é que a inspiração tenha sido genuína, é que a transformação tenha ocorrido de fato de dentro, do mais profundo da alma.

Às estrelas reais, às que brilham apesar de toda inconstância e de todas as constantes transformações no Universo, às estrelas rendo a minha inspiração. À criação da divindade, para acalentar em dias sombrios, tristes e de terra seca sem prenúncio de sonhos, rendo a minha inspiração, às estrelas apenas. Não porque não acredito que humanos possam ser inspiradores, mas porque a ‘imitação’ é um recurso que pode gerar, na maioria das vezes, um resultado tosco. Então se é para chegar mais perto da luz exata, de uma real evolução e da divindade, prefiro me inspirar no brilho real de seres celestes, íntegros e de fato despretensiosos.

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