Se você não se encaixar, está tudo certo, pode acreditar!

Lembra daqueles brinquedos didáticos das peças e encaixes, né? Geralmente indicado para crianças a partir dos 2 anos de idade e posso ir mais além e, arriscar que este jogo didático estava propondo lições que poderiam ser aprendidas ao longo da vida.

Somos peças vivas, peculiares, singulares e o encaixe para as nossas peças não está logo ali na esquina. Precisamos farejar onde está esse encaixe e antes de encontrá-lo, pode ser que pelo caminho, a gente se depare com encaixes que olhando de relance podem parecer perfeitos para a peça que somos.

Este encaixe muito parecido pode ser a sociedade na qual vivemos, como se o caminho em que está inclinado a trilhar não soe o melhor caminho para os protocolos da sociedade na qual vive. Há pessoas que tentam uma mutilação em si para tentar fazer com que a peça ‘quase’ encaixe e, há pessoas que preferem seguir à procura do encaixe perfeito, aceitando até mesmo a possibilidade de que este encaixe demore muito, mas muito tempo para ser encontrado.

O encaixe pode ser na vida sentimental, em que boa parte da humanidade geralmente é arrasada em pedacinhos. Costuma ser da mesma maneira citada acima, se o encaixe não é o ideal, algumas pessoas podem querer se mutilar para conseguir se adequar àquele espaço ou, simplesmente prosseguem ‘inteiras’ ainda que se sintam quebradas em busca do encaixe que possa lhes servir perfeitamente.

Achar esse tal encaixe, em que tentamos nos sentir inteiros em tantas áreas da vida é como percorrer labirintos colossais em busca da saída, da sensação de tarefa cumprida. A gente quer porque quer encontrar um sentido, o porquê, mesmo que por algum momento: definitivo e… Nem tudo, aliás, a maioria das coisas está muito incompleta dentro de nós e em nossa frente e é preciso arregaçar as mangas, ter coragem, ter vontade, ter disposição consigo mesmo.

Coragem! A vida nos pede coragem. É preciso ter coragem em assumir a peça que é no mundo e é preciso ter coragem e escolher se essa peça vai caminhar o tempo que for preciso para encontrar o encaixe ou, se será mutilada para poder se adequar a algum espaço ‘quase’ parecido com o ideal.

Faço parte do time que prefere não se mutilar, prefere lutar pela própria dignidade com toda a coragem que resta, por menor que seja. Faço parte do time que já tentou se mutilar, não uma, mas inúmeras vezes, mas não conseguiu ir até o final, porque no fundo, alguma coisa parecia ressoar de dentro da alma, alguma coisa dizia bem lá no fundo: “Acredite!”. E se este encaixe não for encontrado? Estar inteiro já é uma incrível recompensa.

 

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