Sobre aquilo que fazemos conosco

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Há pouco tempo comecei a fazer terapia, confesso que já cheguei a pensar que era a minha obrigação ficar bem comigo, que eu tinha que sozinha aprender a me equilibrar, mas aos poucos fui percebendo que essa era uma atitude de certa forma masoquista, que na verdade estava agindo de maneira irresponsável comigo, demonstrando completa falta de amor pelo meu eu.

É complicado abandonar o conforto de uma capa de vítima, é muito mais fácil quando tentamos encontrar algo ou alguém sobre quem possamos desaguar os nossos pesares. É muito mais fácil passar a vida colocando sobre pessoas tão frágeis como nós um fardo que é tão, mas tão pesado!

Finalmente me ordeno a viver a frase de Sartre, mas atualmente com um novo significado ‘não importa o que fizeram com você, mas aquilo que você faz daquilo que fizeram com você’, na verdade eu me coloco a viver essa poesia com um comprometimento maior ‘não importa o que eu já fiz comigo, mas aquilo que hoje eu faço para tentar consertar o tanto de males que eu já me fiz’.

A gente pode passar a vida jogando a sujeira debaixo do tapete, a vida no autoengano, mas também podemos escolher por uma vida de verdade, principalmente conosco.

É muito cômodo quando jogamos sobre pessoas as nossas culpas por não estarmos vivendo a nossa vida como deve ser: intensamente e integralmente. Será que a vida que temos tão preciosa, nos foi dada para viver de maneira rasa e medíocre? Viver é só respirar e ‘sobreviver’? Definitivamente não me conformo com essa superficialidade.

Aliás, tenho questionado até minha metáfora de ‘ser de outro planeta’, porque é aqui na Terra que como mulher quero deixar o meu discurso. Quero a arte do discurso vivo saindo das minhas entranhas.

Toda a responsabilidade é nossa e não é sinal de fraqueza quando não podemos lidar conosco sozinhos, não é motivo de fracasso quando fracassamos em lidar conosco e mergulhamos em desequilíbrio, isso é vida em movimento e em evolução.

O que estamos fazendo com as nossas vidas? Por que não estamos vivendo integralmente? Que as limitações presentes e passageiras não se reflitam sobre a capacidade da mente de projetar pensamentos de esperança e de paz que tragam realizações.

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