Chamado ao encontro

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Do que preciso? O que quero? O que ter? Aquilo que meu impulso atual quer ou a tentativa essencial e despretensiosa que me dará o que de fato necessito? Confiar na dose de vida do agora ou tentar se fartar daquilo que torna a alma um vale de bagagens das quais talvez apenas uma ou outra será útil?

Me esforço de maneira inútil tentando espremer da alma e mente alguma energia que resultará mais em cansaço do que em sensação de bem-estar? Descanso respeitando o tempo, sobretudo, o que reina sobre a minha existência?

O que quero? Talvez pensar menos ou ter uma linha de raciocínio menos pesarosa sem tantas trilhas desconexas ou qualquer roteiro. Do que preciso? Pensar e seguir por essas trilhas movida talvez por uma espécie de instinto, para tentar de alguma maneira encontrar algum sentido e prazer em existir me percebendo ser existente.

Você não pode ter sempre o que quer… Isso é título de música famosa de banda famosa… E quando sequer o sujeito sabe o que quer? Mas se você tentar, talvez encontre o que precisa… Isso também é parte da música famosa da banda famosa.

Como será essa tentativa? Será que com grande esforço mental ou físico? Será que com todo o sangue? O ser humano tenta perdendo-se no mundo. Quem tem absoluta certeza sobre o que lhe será o melhor? Quem?

A tentativa é menos árdua do que se espera, é quase uma desistência. É uma tentativa de salto e em seguida uma reflexão de ‘será inútil’ porque não é o impulso dado na tensão e com os nervos à flor da pele que trará a resposta, é na ação do silêncio e quieta esperança.

Não é por muito lutar, por muito pensar, por tanto perseguir. O grande encontro é esse com o ser que reflete no espelho. A percepção mais importante é essa de quando o ser humano se olha e com alguma doçura se compreende, limitado como é, mas tão pretensioso em ser mais do que é agora.

Talvez todos os humanos precisem não temer perder-se em si e no mundo porque inevitavelmente se encontrarão em algum lugar no caminho e esse temor só prolongará essa conexão.

Preciso, com loucura afirmo, apenas de paz e de um doce abraço, do ser que me olha no espelho, tão calada, pensativa, perdida, mas sinto que somos muito amigas, mas muito.

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